Não reparei bem, mas vi que você estava nele.
Quieto, no meu canto, fiquei
Não tinha pago a passagem
Você parecia sorrir
Admirei por uns instantes.
Então, alguém ao seu lado sentou
Senti um estranho ciúme
Ciúme de um estranho
Estranho...
Quem era
Aquele a sentir teu perfume matinal?
Quem era
Aquele a recostar o ombro direito em você sem nem lhe pedir?
Quem era
Aquele a poder ver seu sorriso secreto meio de lado?
Quem era...
Aquele era eu em desejo. Eu em vontade.
Eu em covardia. Eu em silêncio.
Eu que queria...
O trem parou. Você desceu.
Seguiu seu rumo. Sua trilha.
E ali, de carona, fiquei.
Sem passagem.
Sem caminho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário